(*) Burning Sky - Belo Horizonte/MG - Photo, Art: Ana.
Um blog sobre uai, sô, véio, contos, causos, sentimentos, pão-de-queijo, crônicas, broa-de-fubá, cinema, literatura, fotografia, arte, poesia...
* Agora em novo endereço: www.mineirasuai.com *

30 outubro 2006

Os donos da conversa

Pegando uma carona no último texto da Ana, já perceberam como em qualquer reunião de mais de três pessoas sempre estará presente um ou mais dos tipos abaixo descritos?
Festa de família, reuniãozinha de amigos na mesa do bar, batizado de criança, enterro de cachorro, fila de cinema, e até encontros casuais no meio da rua, lá estão eles, disfarçados de bons samaritanos. Ou não.
Esclareço que esta não é uma obra de ficção: qualquer semelhança com a realidade é mais do que uma simples coincidência. Nomes não serão citados para evitar possíveis constrangimentos. As técnicas de repressão citadas foram testadas com grande índice de êxito, mas a autora se coloca aberta a novas sugestões.

O pedante

Descrição: Inicia todas suas frases com “no curso de francês medieval que eu fiz...” ou “na minha última viagem a Londres eu...”. Não deixa passar a oportunidade de comentar detalhadamente o último filme do Almodóvar (mesmo que seu interlocutor não tenha visto a película) e simula espasmos de incredulidade quando descobre que uma pessoa não leu a obra completa de Bukowski. Tem opinião formada para todos os temas e assuntos, exceto futebol e a nova temporada do Big Brother, e sempre que pode critica o Paulo Coelho e o Código Da Vinci.
Como reconhecer: Anda sempre com um livro na mão, de preferência com um título complicado e autor de nome impronunciável. O tipo qualificado anda com um livro em língua estrangeira. Costuma usar óculos de aros pretos, e ostenta orgulhosamente aquele tom branco-escritório de quem não vê um solzinho há séculos.
Como se proteger dele: Apresente-se para ele como “Fulano/fulana, PhD”. Isso já será um balde de água fria para o ânimo do Pedante. Quando ele iniciar algum assunto que você ignora, diga que se recusa a discutir o tema desde a publicação do artigo de Hijstch (pode ser qualquer nome com muitas consoantes e poucas vogais que lhe vier à mente). No mínimo, isso vai calá-lo até a próxima vez que vocês se encontrarem.

O Experiente

Descrição: Sempre tem uma história para contar, um episódio super interessante que aconteceu com ele. Desde viagens incríveis a experiências amorosas complicadas, tudo, absolutamente tudo já foi vivenciado por este agraciado cidadão. Por isso ele não poupa relatos exclusivos de suas experiências sensacionais e sempre tem um "ótimo" conselho para dar.
Como reconhecer: Costuma se disfarçar bem em festas de família e mesas de bar. Denuncia-se quando pergunta “Quer um conselho?” e se entrega quando o conselho seguido não surte os efeitos desejados.
Como se proteger dele: Treine em casa o relato detalhado de uma operação de mudança de sexo, recheando o seu discurso com descrições de imagens, sem esquecer das metáforas e outros estilos de linguagem. Ou pergunte-lhe quando será lançada sua autobiografia.


O monopolizador hipocondríaco

Descrição: Esse tipo simplesmente desconhece o real sentido da palavra “diálogo”. Se você, inadvertidamente sacar um singelo “tudo bem?”, mesmo que a entonação interrogativa no final seja leve, o monopolizador hipocondríaco aproveitará a oportunidade para contar minuciosamente como sofre com suas dores nas costas, como ocorreu cada consulta médica sobre isso, além de relatar os constrangedores efeitos colaterais dos remédios receitados. E se por um infeliz acaso você tiver tentado iniciar esse diálogo na casa dele, ainda será obrigado a assistir o vídeo da operação na coluna do dito-cujo. Haja estômago.
Como reconhecer: Esta anomalia da comunicação se manifesta principalmente nos indivíduos na faixa dos 60 (sessenta) anos ou mais.
Como se proteger dele: Simplesmente desista do gentil e quase automático “tudo bem?”.
... E uma boa dose de sorte para escapar deles.
Bela

26 outubro 2006

Os Donos da Situação

Já reparou como sempre existiram aquelas pessoas que se sentem os donos da situação? Em qualquer lugar, é impressionante...
Claro que você pode ser o dono da situação num bom sentido, e isso é muito muito, obviamente.
Quando falo dos “donos da situação” para dar título a este texto, poderia ter dito: “gostosão da bala Chita”, “poderoso chefão”, “todo poderoso”, etc, etc... Enfim, vocês entenderam.

Vejamos então:

O folgado

Este aí não está nem azul se você está com pressa e quer passar no corredor. Ele simplesmente pára bem no meio para bater papo com o seu coleguinha, e de forma que, ou você aguarda mais 5 minutos, ou pede licença educadamente – e o folgado finge não te escutar – e aí você espera os 5 minutos da mesma forma, ou você passa encostando no sujeito, o cara ainda te olha de lado e você derruba seus papéis no chão – já que precisou fazer contorcionismo pra poder se espremer no minúsculo espaço que te sobrou.

(Atenção! O sujeito acima descrito também está solto por aí no trânsito!!!)

O poderoso chefão

Vogon

Claro que ele não é chefe de nada, trata-se de um aspone ou mero burocrata de plantão, que se acha O Deus, ou melhor, se acha não, TEM CERTEZA!!! Tudo com eles é mais difícil, dá mais trabalho, sem contar no arzinho de superioridade que exala deles e que você percebe no ato!

(Atenção! O sujeito acima descrito não está adstrito só à Terra... Lembram-se dos “Vogons”?)

O Bonitão da Bala Chita

Tarzan & Chita

Não adianta o cara ser feio. Ele simplesmente não se olha no espelho! E o pior: ele se acha! Como uma metralhadora, ele dispara seu “charme” para todos os lados, e não se toca que, quando você é gentil, está apenas sendo gente boa, e não dando bola! Pra completar, o “bonitão da bala Chita” (para os leigos, a bala Chita traz na embalagem uma foto da CHITA, a macaca do TARZAN) se acha um ser superior (só se for em feiúra, mas ele não sabe!), e por isso, acha que não precisa ser educado, comprimentar, tratar bem as pessoas, etc, etc.

(Atenção! O sujeito acima identificado pode ser encontrado em qualquer camada social, no trabalho, na escola, na faculdade, no clube, etc...)

O dono da rua

Além de ter aquele que se acha o dono da rua e estaciona em frente a garagem do seu prédio, pára em fila dupla ou até tripla, conversa no meio da rua com outro motorista com o carro parado e uma fila de outros automóveis atrás sem dar a mínima, o tipo “qualificado” de dono da rua que me irrita todos os dias é outro: simplesmente, ele se acha o dono de todas as vagas do quarteirão. Para isso, pega as chaves de alguns motoristas (“donos da rua” também) e estaciona os carros de tal forma que ninguém mais pode estacionar, a não ser os “mensalistas” dele...

Haja!

Ana.

Ps.: Que os machos leitores deste blog não me levem a mal! Todos os “tipos” acima vêm em 3 padrões: Barbie, Ken ou Bonequicha!

20 outubro 2006

Se é pra resumir...

Eu bem sei que os afazeres triviais do dia a dia acabam por consumir quase todo o tempo livre do qual dispomos para nos distrair. E eu, assim como muitos dos que vêem nos visitar aqui no blog, costumo passar grande parte do meu tempo livre lendo!

Apesar de passar quase o dia inteiro lendo petições, artigos, leis, notícias, etc., sempre termino um dia com um livro na mão. É um costume antigo, um ritual quase mágico que já virou rotina: não importa a hora em que eu me deite, é sagrado ler algumas páginas de um livro antes de dormir. Teimo em dizer que sem essa leitura diária eu nem conseguiria cair no sono, mas a bem da verdade, às vezes acordo de madrugada com a luz acesa e o livro na cara.

Então, voltando ao que eu estava dizendo no início do texto, às vezes nos falta tempo para nos distrair, e, para quem gosta de ler, simplesmente falta tempo para ler! Pois, para se deleitar com este singelo afazer é necessária uma certa preparação: é preciso conjugar silêncio, conforto, e, claro um exemplar de uma excelente obra literária, porque, sem esse último, o que era para ser um prazer acaba se tornando uma grande perda de tempo... Realmente, não há nada pior do que um livro ruim, mas, em compensação, também é difícil descrever as delícias que apenas um bom livro pode nos proporcionar!

O que me entristece é que existem tantos bons livros no mundo, muito mais do que eu poderei ler nessa vida, e é um grande desperdício de oportunidade eu não conseguir ler todos os livros que eu tenho vontade! Como seria bom se houvesse como resumir aqueles imensos volumes... Pensando nisso, imaginei como seria difícil a tarefa de resumir alguns dos grandes clássicos da literatura:

Guerra e Paz – Leon Tolstoi – 1340 páginas
Um rapaz não quer ir à guerra porque está apaixonado. Napoleão invade a Rússia. A mocinha casa-se com outro.

Os sofrimentos do jovem Wether – Goethe – 212 páginas
Rapaz sofre por um amor não correspondido. Não agüenta ver a sua amada noiva de outro e suicida-se.

Madame Bovary – Gustave Flaubert – 431 páginas
Um médico do interior se casa com um moça bem educada e bonita, criada num convento. Um dia eles vão a um baile da aristocracia. De volta à sua vida comum, ela entra em depressão, se endivida e arruma alguns amantes, até tudo perder a graça e ela se envenenar com arsênico.

Romeu e Julieta – Shakespeare – 223 folhas
Dois adolescentes se apaixonam, mas suas famílias são contra o romance. Um padre tem uma idéia idiota para tentar com que eles fiquem juntos, mas ambos não entendem o plano do padre e acabam se matando pensando que o outro tinha morrido.

Em busca do Tempo perdido - Marcel Proust - 1600 páginas
Um menino se entristesse profundamente por não receber um beijo da mãe antes de dormir. Quando adulto, ele come um bolinho molhado no chá e se lembra da sua infância. Ele frequenta muitas festas estranhas com gente esquisita e tudo termina num baile em que todos estão muito velhinhos.

Édipo Rei – Sófocles – 180 páginas
Rapaz mata o pai, casa com mãe e fura seus próprios olhos, tudo isso porquê ninguém prestou atenção numa profecia.

E o vento levou – Margareth Mitchell – 962 páginas
Uma garota rica e mimada apaixona-se por amigo de infância, mas não é correspondida. Ele se casa com outra. Todos ficam pobres, muitos parentes morrem. Ela se casa três vezes, e se descobre apaixonada pelo último marido quando ele não quer mais nada com ela.

***

Falem a verdade, perdeu toda a graça, não? Eu quero minhas 4.948 páginas de volta!

Bela

05 outubro 2006

UM BOM CONSELHO!

Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, sou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.
Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência.
Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar.
E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma. A propósito disso, lembro-me uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo." E ela responde: "Eu também não, meu filho". Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.
Meu segundo conselho: pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu. Que era ficção, mas hoje é realidade, na pessoa de Geraldo Bulhões, Denilma e Rosângela, sua concubina.
Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso.
Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido. Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.
Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: eu não disse!, eu sabia!
Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansear, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.
Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios. O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.
Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama sucesso.
Autor Nizan Guanaes
Recebi esse texto de um amigo, Leandro Ribeiro, e combina perfeitamente com o momento que estou vivendo, a transição de empregos e a convivência com pessoas gananciosas que só pessam em dinheiro, querem cada dia mais e esquecem dos verdadeiros valores morais e da própria vida.
Resolvi compartilhar com vocês,
Beijos a todos,
Lú

30 setembro 2006

Será que estou certa?


Assisti ao debate entre os "presidenciáveis"(?) na 5ª à noite. Infelizmente, diga-se de passagem.
Fui no blog do D. Afonso ler o texto que a Luma falou.

Este foi o meu comentário:

"O debate foi mesmo ridículo. Aliás, estou tão desanimada com o 1º de Outubro que até hoje no final da tarde não sabia em quem ia votar, nem os números dos candidatos eu sei.
Pra vc ter uma idéia da gravidade da situação, o PT escolheu junto ao PMDB-MG para Senador pelo estado, ninguém mais, ninguém menos, que NEWTON CARDOSO!
Não dá pra ser louca ao ponto de votar no ômi pra reeleição, nem pra levar algo a sério, dá?
Tá difícil...

Mas ontem à noite gostei da Heloísa e do Cristóvam, ela deu show em todos, e ele foi muito calmo e coerente. No entanto, ambos pisaram na bola ao não atacar nem de leve o Alckmin. [...]
Céus, onde vamos parar? É Afonso, acho que o seu imposto não vai ser devolvido este ano não!!!"

E aqui em Minas, que o candidato à reeleição, que está com mais de 70% das intenções de voto em todas as pesquisas - detalhe, do PSDB - também não se dignou a comparecer ao debate?
Aliás, debate não, ENTREVISTA! Pois o candidato do PT foi o único que compareceu... Isso é que é eleição de prestígio... pffff

E a esperança do Afonso, que me levou a fazer o banner acima - que aliás foi adotado por muitos blogueiros pelo Brasil afora - de que o seu imposto pudesse ser devolvido de alguma forma, em forma de investimentos na saúde ou serviço social ou educação?

É triste, mas até ele já constatou o papel de palhaços que nós, brasileiros, estamos desempenhando no meio deste circo todo, e terminou o seu texto de hoje, com a frase:
"Infelizmente termino tendo que admitir que ela tem razão."

E eu terminou por aqui, e recomendo aos cidadãos que aqui lêem tais elucubrações as seguintes leituras:

- O Caráter Geral do Brasileiro - por Cl.Costa do Pras Cabeças;

- Ética na Política - por Yvonne do BlogGente.

"O Brasil não são os comensais do erário. Não são as ratazanas do Tesouro. Não são os mercadores do Parlamento. Não são as sanguessugas da riqueza pública. Não são os falsificadores de eleições. Não são os compradores de jornais. Não são os corruptores do sistema republicano ... O Brasil não é essa nacionalidade fria, deliqüescente, cadaverizada, que receba na testa, sem estremecer, o carimbo de uma camarilha, como a messalina recebe no braço a tatuagem do amante, ou o calceta no dorso, a flor-de-lis do verdugo".
Rui Barbosa, em 20 de Março de 1919, no Teatro Lírico, Rio de Janeiro.

Ana.

28 setembro 2006

A Propaganda é a Alma do Negócio (ou não...)

Este ano o blog está meio apolítico, confesso. Mas a cada dia que nos aproximamos das eleições, dá uma angústia maior no peito e um desespero, uma sensação de estar presa num labirinto...

Em quem votar? Sabemos em quem NÃO votar, mas sobra algum candidato que preste no final das contas?

O que é a ética, afinal, se tudo o que aprendi com os ensinamentos de meus pais e avós, no colégio, na faculdade, não passou de uma teoria muito bonita, e se o que vemos, na prática, é que a ética - pelo menos na política - simplesmente NÃO EXISTE?!

Juro que não assisti NENHUM horário político obrigatório, confesso que preferi me alienar com "enlatados americanos" na Warner e Sony, ou com documentários e entrevistas no GNT. Menos frustrante, sim.

Mas, para não dizer que não falei nada de eleições por aqui, transcrevo abaixo os 8 piores slogans de campanhas eleitorais, que recebi por e-mail (portanto não atesto a veracidade dos fatos, e nem sei quem foi o autor do texto)...

Afinal, rir é o melhor remédio, né?

Vejam o que um candidato não faz pra chamar a atenção...

- 8º lugar
Guilherme Bouças, com o slogan:
"Chega de malas, vote em Bouças"

- 7º lugar
Grito de guerra do candidato Lingüiça, lá de Cotia (SP):
"Lingüiça Neles!"

- 6º lugar
Em Descalvado (AL), tem uma candidata chamada Dinha cujo slogan é:
"Tudo Pela Dinha"

- 5º lugar
Em Carmo do Rio Claro, tem um candidato chamado Gê:
"Não vote em A, nem em B, nem em C; na hora H, vote em Gê"

- 4º lugar
Em Hidrolândia (GO), tem um candidato chamado Pé:
"Não vote sentado, vote em Pé"

- 3º lugar
E em Piraí do Sul tem um gay chamado Lady Zu:
"Aquele que dá o que promete"

- 2º lugar
A cearense chamada Debora Soft, stripper e estrela de show de sexo explícito. Slogan:
"Vote com prazer" (E foi a vereadora mais votada de Fortaleza).

- 1º lugar
Candidato a prefeito de Aracati (CE):
"Com a minha fé e as fezes de vocês, vou ganhar a eleição"

Pfff! Sem comentários...

E vamos pro 1º de Outubro que não tem outro jeito, votar com o coração, pois a razão está difícil encontrar...


Ana.

21 setembro 2006

A Praia de Belô

(Atualizado 2ª Feira, 25/09/2006 - Resposta sobre o alimento, veja no final do texto...)

Huum... Cabo Frio? Não. Guarapari? Não. Vitória? Rio de Janeiro? Porto Seguro? Não, não, e... não.

A praia de BH é mesmo o SHOPPING CENTER. (Ou o botequim, é bem verdade, que está presente em 11 de cada 10 esquinas da capital.)

Mas uma pesquisa realizada em 6 capitais do Brasil – São Paulo, Rio, Brasília, Salvador, Porto Alegre e BH – comprovou o que já era um consenso entre a população mineira: Mineiro não vai à praia, vai ao Shopping!

Para se ter uma idéia, somos os campeões nos gastos com: compras (R$ 138,00 contra a média nacional de R$ 95,00), comida, ou seja, fast food – para mim, uma triste constatação e um péssimo gosto – (R$ 17,00 contra a média nacional de R$ 13,00), e no motivo de se ir ao shopping: PASSEIO! (26% contra a média nacional de 19%).

Bizarrices mineiras à parte, o novo Guiness Book Edição 2007 chegará às bancas em Outubro...
E não é que os nossos hermanos do sul também são muito comilões? Ganharam destaque nos quesitos ‘porcentagem diária de alimentos consumida acima das recomendações mínimas da FAO’ e ‘consumo de carne por pessoa’: 183% e 56,3 kg, respectivamente, por pessoa, por ano!!!

Bizarro, não?

Aliás, alguém aí sabe o que é BIZARRO?

O CL já explicou... Quem quiser conferir isso, e saber de mais uns recordes tão ou mais bizarros quanto esses, é só clicar AQUI.

Ah! E qual o alimento mais consumido no mundo todo? (Segundo o Guiness 2007)
Quatro chances:

a) Arroz
b) Trigo
c) Ovo
d) Banana

-->> Pensou TRIGO? Errou! OVO ou ARROZ? Também NÃO!
NINGUÉM ACERTOU!!!
O alimento mais consumido no mundo - segundo o Guiness Book 2007 - é a BANANA!!!!!
E depois falam que não somos descendentes dos MACACOS!!! ;-)

[ ]s

Ana.

19 setembro 2006

Tarde demais...

Uma das maiores tristezas da vida é descobrir, tarde demais, que uma pessoa é insubstituível na sua vida...
Às vezes nos parece que um amor é meio morno, quase sem graça, e que se acabar, tanto faz.
Uma amizade que vemos sem grandes promessas, complicada e trabalhosa, nos parece desnecessária e até mesmo condenada ao fracasso.
E assim, com o desinteresse, o descuido, o descaso, a amizade e o amor acabam mesmo!
E, só daqui a muitos anos descobrimos que nada era mais forte e raro do que aqueles sentimentos, que essas pessoas que dispensamos sem nenhuma cerimônia são na verdade pessoas especiais, incomparáveis, insubstituíveis!

Tarde demais é uma expressão cruel.
Tarde demais é uma hora morta.
Tarde demais é uma página virada.

Nunca é tarde para pedir perdão, mas pode ser tarde demais para ser perdoado.
Nunca é tarde para reconhecer um erro, mas às vezes pode ser tarde demais para corrigir o mal que já foi feito.
Nunca é tarde para dizer “sinto sua falta”, mas a nossa ausência já pode ter sido suprida por outra pessoa, e não dá mais para recuperar aquele lugarzinho que já foi nosso.

Tarde demais é um lugar perdido no tempo. Não é lá que devemos deixar florescer nossas descobertas.
BELA

15 setembro 2006

PALAVRAS, APENAS PALAVRAS

“Palavras, apenas, palavras pequenas, palavras...
Momento...
Palavra, palavras, palavras...
Ao vento...”
(Cássia Eller)
Na maior parte do tempo, a maioria das pessoas pensa que palavras são “APENAS” palavras... Mas não pensam, ou não prestam atenção no que dizem, como agem e por quê, não percebem a influência e a imensa força que as suas próprias palavras ditas, escritas ou faladas, podem ter sobre suas vidas, ou sobre as vidas daqueles que os rodeiam.

“Ex abundanctia enim cordis os loquitur” – A boca fala do que está cheio coração, já disse o antigo provérbio em latim.

Existe uma ciência chamada NEUROLINGÜÍSTICA. Alguém aí nunca ouviu falar? É um campo de estudos que se interessa de uma maneira geral pela cognição humana (o que inclui seus aspectos sócio-culturais, neuropsicológicos, afetivos, biológicos, etc.), e de maneira mais específica pela linguagem e por processos afeitos a ela.

Resumindo: as palavras ditas exprimem uma vontade, que induzem a uma ação do indivíduo, ação esta que desencadeará um determinado resultado, que por sua vez gera um sentimento (ou sobre aquele que disse, ou sobre aquele para quem foi dito), que gerará uma outra ação, etc, etc, etc... O que pode, então, se tornar um círculo vicioso, um mau hábito, ou um círculo virtuoso, que só trará benefícios ao interlocutor, e que dependerá, é claro, do teor, da carga – positiva ou negativa – que tenham essas palavras.

A cada dia que passa percebo mais o poder que as nossas palavras têm em nossa mente, em nossos sentimentos, e como elas podem afetar toda uma vida, trazer doenças, ou promover a saúde, causar deturpações neurológicas, psiquiátricas, ou levar a grandes feitos e realizações, trazer desgraça ou sucesso. Ao dizer EU NÃO CONSIGO, ou EU NÃO POSSO FAZER, lembre-se que estará programando seu cérebro a NÃO FAZER, já que ele entende como EU NÃO QUERO! Ao invés, diga POR MAIS DIFÍCIL QUE SEJA, EU VOU TENTAR, E EU VOU CONSEGUIR.

Casos concretos ao nosso redor não faltam! Basta conhecer um pouco seu amigo ou colega de trabalho e prestar mais atenção no que ele diz e faz. Querem exemplos?

- Uma pessoa que conheço que foi criada vendo o pai desmoralizar e bater na mãe, e essa mãe passou a se sentir uma incapaz, tendo tanto sofrimento psicológico com esse tipo de tratamento que desenvolveu até câncer, além de outros problemas de ordem neurológica, psicológica, etc. Enfim, esta filha tanto aprendeu errado que hoje em dia não consegue ver a mãe como uma pessoa, e acha normal tratá-la pior que a um cachorro, como também pensa ser a coisa mais normal do mundo, agora que seus pais se separaram, ser desmoralizada e maltratada fisicamente e verbalmente pelo próprio pai e pela irmã...

- Uma mãe de 5 filhos, de mal com a vida, com o marido que a traía, nervosa e deprimida, só brigava com os filhos, a ponto de falar a eles, todos os dias, que se fizessem tal e tal coisa, ela os mataria e enterraria no quintal da casa, todo dia, todo dia. Hoje, dos 05 filhos – 3 homens e 2 mulheres – já adultos, 4 estão presos por homicídio.

- Uma senhora de 80 anos com graves problemas cardíacos sofreu um enfarte. Mesmo com tudo para não operar – glicose alta, veias e artérias entupidas, idade avançada, etc – com os médicos falando que ela correria riscos demais, ela respondia que isso NÃO ACONTECERIA COM ELA, que ELA FICARIA BOA e que a CIRURGIA SERIA UM SUCESSO, pois CONFIAVA PLENAMENTE NA CAPACIDADE DOS MÉDICOS E NA SUA PLENA RECUPERAÇÃO. Hoje esta senhora já tem 85 anos e tem uma vida normal, mesmo após trocar uma válvula sua por outra de porco, e trocar parte necrosada de seu coração por parte de um coração de boi.


Moral das histórias: Vamos prestar mais atenção no que falamos e escrevemos, e até mesmo no que pensamos? Não dê desculpas para tudo, não reclame de tudo, não torne um probleminha num problemão. Não piore a sua vida. Aprenda com seus erros e com as piores situações por que passar. Qualquer situação, por pior que seja, terá um lado positivo, trará algum aprendizado.


Exercite a Pollyanna que existe em você!!! (Se nunca leu este livro, LEIA-O JÁ!!!)


Ana.

08 setembro 2006

O MUNDO ANDA, CORRE, VOA... E MUDA...

Você pode não fazer nada o dia todo, ou fazer milhões de coisas o tempo inteiro, e quando percebe o tempo passou...
E passa mesmo... e as vezes muda sua vida.

6:30: Peeennnnnnnnnnnnnnnnnnnnn!!! O dia já começa corrido, daqui meia hora tenho que sair para a academia, afinal minha barriguinha e meu colesterol agradecem.
Mas claro que um café com meio pãozinho de sal e pouca manteiga não podem faltar. Ah, e claro, uma banana ou mamão e muita água na garrafinha.
7:00: Camilaaaaaaaa!!! Antes de ir à academia, chamo minha amiga Camila, para animar na malhação.
7:10: “1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10... Vamos lá meninas, o bumbum tem que ficar bem gostoso”. Esse é o ritual de todo dia, aula de ginástica localizada, step, jamp e a Eunice nos forçando a fazer mais exercícios.
8:00: Tchau, tchau que já estou atrasada. Teria que estar no escritório às 8:30, no máximo, mas antes de 9:15 não dá. Até tomar banho, trocar de roupa e pegar o busão... Mas está bom, porque também antes de 18:00 não saio do trabalho.
9:15: Bom dia, gente! Bom dia! Bom dia! Lá vem a Jamile correndo com vários recados para mim, porque cliente problemático acorda cedo e quer nos ver trabalhando cada vez mais. E se não retornar as ligações rapidamente, escuto desaforo. Mas nem todo dia dá para retornar, no último mês então, isso aconteceu poucas vezes. E tenho que levar xingo calada, o cliente tem razão.
10:40: O estômago já começa a roncar, mas nada de ir almoçar tão cedo, como o Hênio faz no escritório (11:00 para ele é hora sagrada, o despertador do estômago é pontualíssimo). Uma maçã meiada com a Magna, um biscoitinho para despistar a fome, ou café pra resistir mais um pouco até a hora do almoço.
12:15: Quase sempre saio para almoçar com a Magna neste horário, já conhecemos a comida gostosa do restaurante, os atendentes, garçons, etc. E depois do almoço aquele chazinho de abacaxi ou maçã com ervas, delicioso...
13:00: Estou naquele ritmo pós almoço, meio preguiça, meio sono, mas o trabalho continua e um café pra acordar.
14:00 às 17:00: Terminar aquele prazo fatal, atender clientes, sair correndo para audiências ou despachar com juízes no Fórum ou Justiça Federal... e as horas passando...
17:15: Ai, pausa para o lanche! O tradicional pãozinho do MartPlus, gostoso né, Gleice? O cafezinho feito na hora pela Jamis e a posterior “barriga de pãozinho” como diz a Magna, essa é boa...
18:00: “É hora de dar tchau, é hora de dar tchau” (vocês se lembram dos Teletubs?), chega a hora sagrada... mas nada de ir descansar em casa. Saio correndo para o cursinho, pegar um lugar na frente e prestar atenção em tudo, afinal, o concurso está chegando...
19:00 às 22:30: Atenção, muita atenção! Legislação, apostila, concorrência, matéria, exercício, professores tentando manter a concentração depois de um dia corrido. Eu tiro o chapéu para eles.
22:30: Correr para casa, de bus ou de carona, pra dormir as 23:30 e acordar às 6:30 de amanhã...

Ufa, obrigada à Deus pelo dia, pelo trabalho prestado, pela saúde mantida, pelo din din no final do mês.
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O MUNDO ANDA, CORRE, VOA... E MUDA...

E de repente, depois de várias tentativas, vou conseguir que esse meu ritmo mude.
Amigos do blog, estou muito feliz por ter sido chamada para assumir um cargo público no Fórum de BH, depois de horas, dias e meses de estudo, passei no concurso público e fui nomeada no último dia 04 de setembro.
Meu coração está a mil, ansiedade pra começar a trabalhar, expectativa de viver mais tranqüila e melhor.
Parar de estudar, não! Até passar num concurso melhor, aquele dos sonhos... Mas isso vai ser outra história...

Beijos a todos, é muito bom poder dividir minha alegria com essa turma interativa do blog!
Lú