(*) Burning Sky - Belo Horizonte/MG - Photo, Art: Ana.
Um blog sobre uai, sô, véio, contos, causos, sentimentos, pão-de-queijo, crônicas, broa-de-fubá, cinema, literatura, fotografia, arte, poesia...
* Agora em novo endereço: www.mineirasuai.com *
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12 agosto 2009

I.M.P.E.R.D.í.V.E.L

Dica pra galera de Sampa, que não pode perder este lançamento de jeito nenhum!


EGA: O que nem Freud explica.
"Karla Jacobina é poetisa desde que se entende por gente e seu plano para o futuro é continuar sendo até morrer de velha. Bicho-do-mato-grosso domesticado por São Paulo. Bacharel em Direito, mas esse é um segredo que pretende não deixar para inventário, pois levará para o túmulo. Filha adotada de Iemanjá, Odo-Iyá! Morou a vida em apartamentos, razão de suas habituais infiltrações. Poderia ser claustrofóbica, mas aprendeu antes do medo a desenhar linhas de chegada. Caju mancha e mentira também. É míope, um e vinte e cinco de cada lado, mas enxergar através de lente de contato comprada lhe deixa cega. Dança é uma faísca que escapa dela. Poesia é outra."
www.karlajacobina.com

Ana.

30 novembro 2008

TRAPICHES 2 - JÁ ESTÁ NO AR!

O segundo número da Revista Trapiches, nossa e-magazine sobre cultura, já está no ar, totalmente remodelada!

Esta é a capa:

Trapiches 2


Esperem só pra ver o conteúdo!

Acessando o site, vocês poderão ler todas as matérias, inclusive meus textos para a Revista Trapiches, nas seções:
  • "A Granel" - Matéria e entrevista com o cartunista de BH, Darío Velasco;
  • "Grãos" - Um mini-conto (Vício) e uma poesia (Escrivinhadeira);
  • "Olho Mágico" - Crônica sobre o filme Estômago, no Festival de Cinema de Tiradentes.
***

HOJE, em São Paulo, vai rolar um SARAU na Casa das Rosas (Av. Paulista, n°. 37), para o lançamento do n° 2 da Revista Trapiches, cria do Projeto Macabéa, a partir das 19h.

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Até mais ler!

Ana.

26 novembro 2007

Paulicéia Delirante

Sempre que vou a São Paulo é assim. Sensação de que tenho que voltar lá mais 1.000 vezes pra ver e fazer tudo o que quero, absorver tudo o que tem para absorver, encher os olhos e a alma de tanta cultura e coisas bonitas. Sempre o tempo é curto, pois, de fato, naquela cidade ele passa mais rápido, o dia é menor, e as horas não são 24, e nem têm 60 minutos. As coisas são mais distantes, e maiores. Sou uma formiga na multidão de concreto.

O bom disso tudo é saber que lá todos são formigas, habitantes do mesmo espaço, comunidades diversas que se fundem e habitam o mesmo louco planeta São Paulo, em busca do mesmo delírio de vida. Influências americanas são inegáveis em tudo por lá, mas não há mesmo como não comparar Sampa a New York, em sua grandeza, diversidade, cultura. Ao mesmo tempo, tudo é muito brasileiro, muito tupi-guarani, muito italiano, muito libanês, muito árabe, muito japonês, muito português, tudo é muito... São Paulo!

Interessante reparar nos sotaques e costumes de cada bairro, com suas influências de diversos locais do mundo, e na paulicéia delirante, que vive num pulsar frenético movido a fuligem, dinheiro, café, cerveja, pão, metrô, cinema, teatro, cultura, diversão e arte. Comida para quem precisa. E reparar em como tudo lá é tão diferentemente escancarado e notório e especializado. Putas são putas. Doidos são doidos. Ricos são ricos. Pobres são pobres. Tudo é ao mesmo tempo, e nada é perto. Não há meios termos.

Ao contrário do que muita gente pensa, paulistas são simpáticos e prestativos. Atendem bem, acolhem, gostam do povo mineiro (ou seria das mineiras, uai?), seja ele japonês, clandestino, ou ilegal; e têm pressa, de tudo. Parece que têm pressa de viver. Falam muito, bebem muito, trabalham muito, dormem muito (nos fins de semana) e muito tarde (todos os dias), curtem muito. Mas também, numa cidade que nunca dorme e que tem vida própria, parece que cada esquina e cada muro e cada pedaço de chão têm uma história pra contar, e lá a pressa é amiga da perfeição.

Profissionalismo, pontualidade, delicadeza, sensibilidade. É como vejo tais criaturas, habitantes da maior metrópole do Brasil. E é com muito orgulho, convicção, e carinho que os chamo de MEUS AMIGOS.

Para: Bela (amiga e companheira de viagem), Nando e Alex (queridíssimos anfitriões), Márcio (nobilíssimo prefeito, o único que me recebeu com uma tulipa de cerveja derramada, foi a emoção, a emoção - rs), Clayton (aquele que tem a profissão carimbada na testa), Marco Vergotti (o CDF caxião mais fofo de todos) e Flávia (florzinha mega carinhosa), Karlinha (a luz em pessoa), Paulo DAuria (ele fala com os olhos, é impressionante), Caio (mesmo na ausência e no stress)...

Ana.