(*) Burning Sky - Belo Horizonte/MG - Photo, Art: Ana.
Um blog sobre uai, sô, véio, contos, causos, sentimentos, pão-de-queijo, crônicas, broa-de-fubá, cinema, literatura, fotografia, arte, poesia...
* Agora em novo endereço: www.mineirasuai.com *

08 setembro 2006

O MUNDO ANDA, CORRE, VOA... E MUDA...

Você pode não fazer nada o dia todo, ou fazer milhões de coisas o tempo inteiro, e quando percebe o tempo passou...
E passa mesmo... e as vezes muda sua vida.

6:30: Peeennnnnnnnnnnnnnnnnnnnn!!! O dia já começa corrido, daqui meia hora tenho que sair para a academia, afinal minha barriguinha e meu colesterol agradecem.
Mas claro que um café com meio pãozinho de sal e pouca manteiga não podem faltar. Ah, e claro, uma banana ou mamão e muita água na garrafinha.
7:00: Camilaaaaaaaa!!! Antes de ir à academia, chamo minha amiga Camila, para animar na malhação.
7:10: “1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10... Vamos lá meninas, o bumbum tem que ficar bem gostoso”. Esse é o ritual de todo dia, aula de ginástica localizada, step, jamp e a Eunice nos forçando a fazer mais exercícios.
8:00: Tchau, tchau que já estou atrasada. Teria que estar no escritório às 8:30, no máximo, mas antes de 9:15 não dá. Até tomar banho, trocar de roupa e pegar o busão... Mas está bom, porque também antes de 18:00 não saio do trabalho.
9:15: Bom dia, gente! Bom dia! Bom dia! Lá vem a Jamile correndo com vários recados para mim, porque cliente problemático acorda cedo e quer nos ver trabalhando cada vez mais. E se não retornar as ligações rapidamente, escuto desaforo. Mas nem todo dia dá para retornar, no último mês então, isso aconteceu poucas vezes. E tenho que levar xingo calada, o cliente tem razão.
10:40: O estômago já começa a roncar, mas nada de ir almoçar tão cedo, como o Hênio faz no escritório (11:00 para ele é hora sagrada, o despertador do estômago é pontualíssimo). Uma maçã meiada com a Magna, um biscoitinho para despistar a fome, ou café pra resistir mais um pouco até a hora do almoço.
12:15: Quase sempre saio para almoçar com a Magna neste horário, já conhecemos a comida gostosa do restaurante, os atendentes, garçons, etc. E depois do almoço aquele chazinho de abacaxi ou maçã com ervas, delicioso...
13:00: Estou naquele ritmo pós almoço, meio preguiça, meio sono, mas o trabalho continua e um café pra acordar.
14:00 às 17:00: Terminar aquele prazo fatal, atender clientes, sair correndo para audiências ou despachar com juízes no Fórum ou Justiça Federal... e as horas passando...
17:15: Ai, pausa para o lanche! O tradicional pãozinho do MartPlus, gostoso né, Gleice? O cafezinho feito na hora pela Jamis e a posterior “barriga de pãozinho” como diz a Magna, essa é boa...
18:00: “É hora de dar tchau, é hora de dar tchau” (vocês se lembram dos Teletubs?), chega a hora sagrada... mas nada de ir descansar em casa. Saio correndo para o cursinho, pegar um lugar na frente e prestar atenção em tudo, afinal, o concurso está chegando...
19:00 às 22:30: Atenção, muita atenção! Legislação, apostila, concorrência, matéria, exercício, professores tentando manter a concentração depois de um dia corrido. Eu tiro o chapéu para eles.
22:30: Correr para casa, de bus ou de carona, pra dormir as 23:30 e acordar às 6:30 de amanhã...

Ufa, obrigada à Deus pelo dia, pelo trabalho prestado, pela saúde mantida, pelo din din no final do mês.
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O MUNDO ANDA, CORRE, VOA... E MUDA...

E de repente, depois de várias tentativas, vou conseguir que esse meu ritmo mude.
Amigos do blog, estou muito feliz por ter sido chamada para assumir um cargo público no Fórum de BH, depois de horas, dias e meses de estudo, passei no concurso público e fui nomeada no último dia 04 de setembro.
Meu coração está a mil, ansiedade pra começar a trabalhar, expectativa de viver mais tranqüila e melhor.
Parar de estudar, não! Até passar num concurso melhor, aquele dos sonhos... Mas isso vai ser outra história...

Beijos a todos, é muito bom poder dividir minha alegria com essa turma interativa do blog!
Lú

06 setembro 2006

Um sorriso de 500 anos

Mona Lisa, a mais famosa e extraordinária obra do pintor renascentista Leonardo da Vinci está fazendo aniversário!

Especula-se que Leonardo começou o retrato em 1503 e levou três anos para terminá-lo. Hoje, a pintura a óleo sobre madeira de álamo encontra-se exposta no Museu do Louvre, em Paris, onde foi projetada uma elaborada sala especialmente para abrigá-la, a “Salle des États”.

Quem teve a chance de ver pessoalmente essa pintura com certeza já se perguntou sobre a razão de seu sucesso: de fato, a Mona Lisa, também conhecida como La Gioconda ou, em francês, La Joconde, é uma pintura de dimensões modestas, e os estragos do tempo são perceptíveis a olho nu, nos pigmentos escurecidos e nas pequenas fissuras da madeira.

Acontece que o que torna a Mona Lisa uma obra notável não é percebido apenas com uma análise estética. Nunca uma obra de arte foi tão reproduzida, comentada, estudada, e sobre nenhuma obra de arte existem tantas controvérsias!

A começar pela identidade de seu “sujeito”, pois não se sabe ao certo quem a Mona Lisa retrata. Alguns estudiosos italianos dizem que a mulher de expressão introspectiva e um pouco tímida, para não dizer conservadora, foi a esposa de Francesco del Giocondo, um rico comerciante de seda de Florença e uma figura proeminente no governo florentino na época do renascimento.

Para a cientista Lillian Schwartz, a Mona Lisa nada mais é do que um auto-retrato de Leonardo, porém, travestido (?) de mulher. Esta teoria baseia-se no estudo da análise digital das características faciais do rosto de Leonardo e dos traços da modelo. Dizem que ao comparar um auto-retrato de Leonardo com a mulher do quadro, ficou evidente que as características dos dois rostos se alinham perfeitamente. Os críticos desta teoria sugerem que as similaridades são devidas ao fato de que ambos os retratos usados para a comparação foram pintados pela mesma pessoa, ou seja, a técnica e o próprio estilo de Leonardo ensejaram a similitude entre as duas figuras. Essa constatação não impediu essa teoria de se tornar famosa, pelo contrário: a afirmação de que Mona Lisa é na verdade um auto-retrato foi citada até por Dan Brown no livro O Código Da Vinci!

Já para o historiador Maike Vogt-Lüerssen, que se dedicou ao estudo da iconografia da Mona Lisa por 17 anos, a mulher por trás do famoso sorriso só pode ser a Duquesa de Milão, Isabel de Aragão, na corte de quem Leonardo da Vinci trabalhou como pintor por 11 anos. O estudioso chegou a essa conclusão ao verificar que o padrão do vestido verde escuro de Mona Lisa indica que a modelo é um membro da casa de Visconti-Sforza, família à qual pertencia a Duquesa. Além disso, alega que ao comparar cerca de 50 retratos de Isabel de Aragão, representada como a Virgem ou Santa Catarina de Alexandria, para o qual ela serviu de modelo, conclui que a semelhança com a Mona Lisa que conhecemos hoje é evidente, o que o leva a concluir que a Mona Lisa é o primeiro retrato oficial da nova Duquesa de Milão.
Como vocês podem ver, não há nenhum estudo conclusivo sobre a identidade da modelo da Mona Lisa, o que sem dúvida contribui para cercá-la de uma aura de mistério e assegurar a sua fama mundial.

Num curso de história da Arte que eu fiz há alguns anos atrás, o professor também apresentou uma teoria para explicar o fascínio que a Mona Lisa exerce sobre quem dela se aproxima. Segundo ele, Leonardo, que além de pintor e desenhista talentoso também foi um exímio inventor e cientista (quando não se entretinha com ocupações menos “nobres” como inventar jogos de salão e roupas extravagantes para a aristocracia), criou, nada mais, nada menos, que um efeito inusitado na pintura, capaz de reter a atenção do apreciador sem, no entanto, chamar a sua atenção especificamente para este fato. Explico: Leonardo da Vinci criou um cenário irreal para a modelo, que posa, descontraída em primeiro plano, enquanto no fundo, não há continuidade na paisagem retratada, onde vemos uma espécie de cachoeira, árvores mirabolantes e vegetação extravagante, estradas tortuosas que não levam a lugar algum. Segundo meu professor, é esse cenário, esse “fundo” da pintura que nos atrai para a contemplação, e não o sorriso da Mona Lisa, e isso não passou de um “artifício” do original Leonardo para atrair a admiração de seu público.

Enfim, apesar das inúmeras lendas que pairam sobre ela (e aqui abordamos apenas algumas), a única conclusão a que podemos chegar é que olhar persistente, o sorriso enigmático da Mona Lisa, apesar de sua idade, continua a seduzir a multidão e a fascinar os mais desprevenidos. Uma pintura inestimável, símbolo do maior museu do mundo e de um grande e talentoso artista.

Parabéns, Leonardo!
Parabéns, Mona Lisa!
Bela

30 agosto 2006

O Futuro da Língua Portuguesa...

* Novo endereço do Mineiras, uai! www.mineirasuai.com *
(Mais uma da série: Gramáticas da Vida...)

Eis aqui um programa de cinco anos para resolver o problema da falta de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e ortográfica. Em vez de melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas, afinal, o português é difícil demais mesmo.

Para não assustar os poucos que sabem escrever, nem deixar mais confusos os que ainda tentam acertar, faremos tudo de forma gradual.

No primeiro ano, o "Ç" vai substituir o "S" e o "C" sibilantes, e o "Z" o "S" suave. Peçoas que açeçam a internet com freqüênçia vão adorar, prinçipalmente os adoleçentes. O "C" duro e o "QU" em que o "U" não é pronunçiado çerão trokados pelo "K", já ke o çom é ekivalente. Iço deve akabar kom a konfuzão, e os teklados de komputador terão uma tekla a menos, olha çó ke koiza prátika e ekonômika.

Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko no çegundo ano, kuando o problemátiko "H" mudo e todos os acentos, inkluzive o til, seraum eliminados. O "CH" çera çimplifikado para "X" e o "LH" pra "LI" ke da no mesmo e e mais façil. Iço fara kom ke palavras como "onra" fikem 20% mais kurtas e akabara kom o problema de çaber komo çe eskreve xuxu, xa e xatiçe.

Da mesma forma, o "G" ço çera uzado kuando o çom for komo em "gordo", e çem o "U" porke naum çera preçizo, ja ke kuando o çom for igual ao de "G" em "tigela", uza-çe o "J" pra façilitar ainda mais a vida da jente.

No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças mais komplikadas serão poçiveis. O governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para as peçoas, que akabam fikando kom teror de soletrar. Alem diço, todos konkordaum ke os çinais de pontuaçaum komo virgulas dois pontos aspas e traveçaum tambem çaum difíçeis de uzar e preçizam kair e olia falando çerio já vaum tarde.

No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unificaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika mais faciu. Os karioka talvez naum gostem de akabar com os plurau porke eles gosta de eskrever xxx nos finau das palavra mas vaum akabar entendendo. Os paulista vaum adorar. Os goiano vaum kerer aproveitar pra akabar com o D nos jerundio mas ai tambem ja e eskuliambaçaum.

No kinto ano akaba a ipokrizia de çe kolokar R no finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia komo por exemplo roba toca e enjenhero e de uzar O ou E em palavra ke todo mundo pronunçia como U ou I, i ai im vez di çi iskreve pur ezemplu kem ker falar kom ele vamu iskreve kem ke fala kum eli ki e muito milio çertu ? os çinau di interogaçaum i di isklamaçaum kontinuam pra jente çabe kuandu algem ta fazendu uma pergunta ou ta isclamandu ou gritandu kom a jenti e o pontu pra jenti sabe kuandu a fraze akabo.

Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça barera pra çua açençaum çoçiau e çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempri çertu i çi intende muitu melio i di forma mais façiu e finaumenti todu mundu no Braziu vai çabe iskreve direitu ate us jornalista us publiçitario us blogeru us adivogado us iskrito i ate us pulitiko i u prezidenti olia ço ki maravilia.

Iço s/ fala di abrevçs, q eh mto baum, a gte vai tkla rpdaum, blz?


Ps.: Recebi este texto por e-mail sem citação de fonte.
Ps.2: Tomara que isso nunca aconteça!

Ana.


* Novo endereço do Mineiras, uai! www.mineirasuai.com *

21 agosto 2006

Gerundiando

Este texto foi feito especialmente para que você possa estar recortando, imprimindo e fazendo diversas cópias, para estar deixando (deixar) discretamente sobre a mesa de alguém que não consiga estar falando sem estar espalhando essa praga terrível que parece estar se disseminando na comunicação. Além disso, você pode também estar transmitindo por fax, remetendo pelo correio ou enviando pela Internet.

Não estão sabendo do que eu estou falando?

Gerúndio, eis a questão. Mas não estou me importando com isso... O mais importante é estar garantindo (garantir) que os gerundistas vão estar recebendo esta mensagem, de modo que possam estar lendo e, quem sabe, consigam até mesmo estar se dando conta da maneira como tudo o que costumam estar falando deve estar soando um verdadeiro pavor para quem precisa estar ouvindo o que for dito.

Sinta-se livre para estar difundindo tantas vezes quantas você vá estar julgando necessárias para estar atingindo o maior número de pessoas infectadas por esta epidemia de transmissão oral ou escrita. É por isso que estou postando este texto no blog. Para estar alcançando todos aqueles que estiverem blogando, navegando pela internet ou apenas surfando pela web.

Mais do que estar repreendendo ou até mesmo caçoando, o objetivo deste movimento é estar fazendo com que esteja caindo a ficha das pessoas que costumam estar falando desse jeito sem estar percebendo.

Temos que estar nos unindo para estar mostrando aos nossos interlocutores que, sim, pode estar existindo uma maneira de estar aprendendo a estar parando de estar falando desse jeito.

Até porque, caso contrário, todos nós vamos estar sendo obrigados a estar migrando para algum lugar onde não vão estar nos obrigando a estar ouvindo frases aberrantes o dia inteirinho.

Sinceramente: nossa paciência tem estado a ponto de estar estourando.

Um simples "Eu vou estar transferindo a sua ligação" que eu vá estar ouvindo, poderá chegar a estar provocando alguma reação inesperada. Eu não vou estar me responsabilizando pelos meus atos. As pessoas precisam estar entendendo a maneira como esse vício maldito conseguiu estar entrando na linguagem do dia-a-dia.

Você dispensa o verbo auxiliar e o verbo de ação no gerúndio e aplica diretamente o mesmo verbo de ação no infinitivo!

É uma construção elegante, limpa, correta, muito mais fácil e com significado claro e indubitável! Vamos despachar para bem longe do nosso belo idioma essas construções aberrantes!

A regra é clara: depois de verbo auxiliar no infinitivo NUNCA se aplica verbo de ação no gerúndio!

Ana.

Ps.: Recebi esse texto por e-mail sem citação de fonte e fiz uma adaptação ao blog.

20 agosto 2006

DIRETO DO TÚNEL DO TEMPO....

Para os que se lembraram ou não, o mês de agosto foi o mês de aniversário do 'Mineiras Uai!', 02 anos de textos hilariantes, dramáticos, culturais, populares e interessantes... Enfim, tudo feito com o máximo de carinho para nossos leitores.


Ano passado, em nosso primeiro ano, fizemos uma seleção dos textos mais comentados do ano anterior. Desta vez, viajamos no túnel do tempo para relembrar nossas primeiras palavras por aqui...

"Amigos,
Hoje é o nosso primeiro dia, mais precisamente, nossos primeiros minutos.... Tivemos a idéia de fazer este blog por vários motivos, e aqui elencaremos alguns:
  • Trabalhamos juntas e nos divertimos prá valer falando bobagem no trampo (deixa o chefe ler isso!!!);
  • Não queremos perder contato umas com as outras, já que NADA é para SEMPRE, assim como os empregos...
  • A gente já viveu muita coisa nesta vida de meu Deus, e não custa nada compartilhar com quem tem vontade de ler, rir, se divertir;
  • Temos lido na net vários blogs neste mesmo estilo, que achamos interessantes e nos deram a idéia de fazer um nosso;
  • E outras 'cositas más'.
Esperamos que gostem - e que nós também, para fazer este 'troço' dar certo, pois vai ser preciso muita idéia fértil na cachola prá vencer o desafio de atualizar sempre o nosso cantinho!!!"
Muita coisa mudou desde então, e as 'mineiras, uai!', que eram só 03, passaram a ser 04, com a entrada da Bela. A Dô foi morar em Londres e ficou mais difícil escrever aqui suas histórias sempre mirabolantes e seus casos de rachar o bico. Assim, os textos se diversificaram e inúmeros leitores novos se tornaram amigos e fiéis ao blog, como a Brena e seus homens complicados, a alma da Dé Tolentino, a transparente Nayra, o bico do João Guandalim, a cachorrada do Thiago Quintela, o balaio mineiro do Cadinho Roco, o Beaggle da Elza, as blogagens do Gus... Até a Ana Maria Gonçalves passou por aqui!

Outros já eram fiéis desde o nosso 1º aninho, como a Jacque, a Magui, a Sônia Sant'anna, o João Lenjob, o Soié, Roma Dewey, Flá & Tex, Mauro Castro, Sidnei Ribeiro, Jerico, as Maries (Cris & Jane), o Anderson ... E, claro, não podemos nunca nos esquecer dos já velhos amigos de blogagem, que nos acompanham desde o início dos tempos, como o a Luma, o Queiroz, a Yvonne e todo o pessoal do Nós por Nós, o Cláudio Costa, o Idelber, Biajoni, Guto, Mônica, Anderson, Iarinha, Dom Afonso, Dita, Krika, Alex Castro,Velasco... Isso tudo sem contar os fantásticos blogs que descobrimos por aí em nossas andanças cibernéticas, como o GravataiMerengue, Inagaki, e o Alessandro Martins!

Claro que não poderíamos deixar de citar aqui nossas musas inspiradoras, aquelas que nos motivara me fizeram brotar na cabeça destas que vos escrevem a idéia do "Mineiras, Uai": são elas, as sempre irreverentes e inigualáveis... Garotas que Dizem Ní Ní Ní Ní!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ah, se nos esquecemos de alguém, 1.000.000 de perdões, mas é tanta gente que conhecemos nestes 02 anos, uns até pessoalmente, outros nem tanto, muitos que vieram e nunca comentaram, outros que preferem mandar mail, uns que andam sumidos, outros que vinham e não vêm mais, os desertores - que abandonaram seus blogs, etc, etc, etc.

E as perspectivas para o terceiro ano????

Mais textos temáticos, posts e contos escritos a 6 mãos, convidados especiais, entrevistas, fotos, e muita diversão garantida!

Que venha o 3!!!!!!!!!!!!


Beijocas das

Mineiras, Uai!



Photos By: Bright Tal.

19 agosto 2006

Boas risadas no Final de Semana

Telegrama

Ps.: É cada coisa que circula pela internet... rsrsrrs

Ana.

16 agosto 2006

Saudade

Dizem que a palavra "saudade" só existe na nossa língua. Sabemos, no entanto, que sentir saudades não é privilégio nosso. Outras línguas, outros artistas, outros poetas, também descobriram uma forma de expressar saudade. Mas "saudade", palavra genuinamente portuguesa, não encontra tradução em língua alguma!

Mas, enfim, o que tem de tão especial e sui generis a palavra saudade? Será que já tentamos traduzir para nós mesmos o sentido desta palavra?

Primeiro, saudade não é única e simplesmente uma palavra. Não podemos ser simplistas a ponto de reduzir tudo o que há de belo na saudade a uma palavra constante do dicionário...Traduzir um sentimento por uma palavra sempre foi o maior dos desafios do homem sensível: transformar sentimentos em coisas palpáveis, visíveis, compreensíveis. Este é o incomensurável presente que a racionalidade nos oferece.

Saudade não pode ser apenas uma palavra, pois palavras são imperfeitas, palavras são humanas demais para demonstrar todos os sentimentos que se escondem por trás delas.
Saudade é o sentimento reconfortante de chegar a um lugar conhecido após dias de busca desenfreada pelos caminhos da solidão. Saudade é o lar daquele que se encontra perdido, é o fio de esperança que nos conduz nos confins da memória, e nos permite saborear, intactos, momentos repletos de felicidade.

No entanto, a saudade nunca deve ser confundida com tristeza ou melancolia. A saudade é o maior trunfo que um ser humano pode carregar em si, pois é a manifestação mais profunda da consciência diante da inexorabilidade do tempo, da vivência que se completa quando germina uma lembrança, do caminho percorrido no árduo trajeto da vida. É o sentimento que nos traz a certeza de termos sido felizes um dia, mesmo que esse dia tenha passado. Quem tem saudade pode dizer: vivi – ou melhor, estou vivo! Sentir saudades não é ficar prezo ao passado, mas poder dizer, sem hesitar, que viver vale a pena.

Saudade é a faculdade de trazer para o presente os sentimentos do passado, as alegrias de um dia perdido no tempo, é um privilégio que só podem gozar aqueles dotados de alma sensível, capazes de ver a beleza da vida em pequenas coisas.

A saudade é a arte de perceber o valor das minúsculas porções de felicidade esparsas pelo tempo, que como impiedoso e violento vento, destrói tudo com sua passagem, e, como que por crueldade, nos deixa incólumes para observar as ruínas de tudo que se foi...

Bela

14 agosto 2006

Mineirês

Ouvi dizerem que o sotaque das mineiras deveria ser ilegal, imoral ou engordar. Porque, se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais, como é que o falar das mineiras ficou de fora?

Porque, Deus, que sotaque! Mineira devia nascer com tarja preta avisando: ouvi-la faz mal à saúde. Se uma mineira, falando mansinho, me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: só isso? Assino achando que ela me faz um favor. Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. Certa vez quase propus casamento a uma menina que me ligou por engano, só pelo sotaque.

Mas, se o sotaque desarma, as expressões são capítulos à parte. Não vou exagerar, dizendo que a gente não se entende... Mas que é algo delicioso descobrir, aos poucos, as expressões daqui, ah isso é...

Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas. Preferem, sabe-se lá por que, abandoná-las no meio do caminho (não dizem: pode parar, dizem: "pó parar". Não dizem: onde eu estou? dizem: "ôncôtô?"). Parece que as palavras, para os mineiros, são como aqueles chatos que pedem carona. Quando você percebe a roubada, prefere deixá-los no caminho.

Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem - lingüisticamente falando - apenas de uais, trens e sôs. Digo-lhes que não.

Mineiro não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade. Fala que ele é "bom de serviço". Pouco importa que seja um juiz, um jogador de futebol ou um ator de filme pornô. Se der no couro - metaforicamente falando, claro – ele é bom de serviço. Faz sentido...

Mineiras não usam o famosíssimo tudo bem. Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: "cê tá boa?" Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela está boa, é como perguntar a um peixe se ele sabe nadar. Desnecessário.

Há outras. Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada. Um amigo seu, se for mineiro, vai chegar e dizer: - Mexe com isso não, sô (leia-se: sai dessa, é fria, etc).

O verbo "mexer", para os mineiros, tem os mais amplos significados. Quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem com o que você mexe, não fique ofendido. Querem saber o seu ofício.

Os mineiros também não gostam do verbo conseguir. Aqui ninguém consegue nada. Você "não dá conta". Siôcê (se você) acha que não vai chegar a tempo, você liga e diz:

- Aqui, não vou dar conta de chegar na hora, não, sô.

Esse "aqui" é outro que só tem aqui. É antecedente obrigatório, sob pena de punição pública, de qualquer frase. É mais usada, no entanto, quando você quer falar e não estão lhe dando muita atenção: é uma forma de dizer, olá, me escutem, por favor. É a última instância antes de jogar um pão de queijo na cabeça do interlocutor.

Mineiras não dizem "apaixonado por". Dizem, sabe-se lá por que, "apaixonado com". Soa engraçado aos ouvidos forasteiros. Ouve-se a toda hora: "Ah, eu apaixonei com ele...". Ou: "sou doida com ele" (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro). Elas vivem apaixonadas COM alguma coisa.

Que os mineiros não acabam as palavras, todo mundo sabe. É um tal de bonitim, fechadim, e por aí vai. Já me acostumei a ouvir: "E aí, vão?". Traduzo: "E aí, vamos?". Não caia na besteira de esperar um "vamos" completo de uma mineira. Não ouvirá nunca.

Na verdade, o mineiro é o baiano lingüístico. A preguiça chegou aqui e armou rede. O mineiro não pronuncia uma palavra completa nem com uma arma apontada para a cabeça.

Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, o mineirês. Nada pessoal. Aqui certas regras não entram. São barradas pelas montanhas. Por exemplo: em Minas, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer: - Eu preciso de ir.

Onde os mineiros arrumaram esse "de", aí no meio, é uma boa pergunta. Só não me perguntem. Mas que ele existe, existe. Asseguro que sim, com escritura lavrada em cartório. Deixa eu repetir, porque é importante. Aqui em Minas ninguém precisa ir a lugar nenhum. Entendam... Você não precisa ir, você "precisa de ir". Você não precisa viajar, você "precisa de viajar". Se você chamar sua filha para acompanhá-la ao supermercado, ela reclamará: - Ah, mãe, eu preciso de ir?

No supermercado, o mineiro não faz muitas compras, ele compra "um tanto de coisa". O supermercado não estará lotado, ele terá "um tanto de gente". Se a fila do caixa não anda, é porque está "agarrando lá na frente". Entendeu? Deus, tenho que explicar tudo. Não vou ficar procurando sinônimo, que diabo. E não digo mais nada, leitor, você está agarrando meu texto. Agarrar é agarrar, ora! Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará: "- Ai, gente, que dó".

É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras. Eu aviso que vá se apaixonar na China, que lá está sobrando gente. E não vem caçar confusão pro meu lado.

Porque, devo dizer, mineiro não arruma briga, mineiro "caça confusão". Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar, para se fazer entendido, que ele "vive caçando confusão".

Para uma mineira falar do meu desempenho sexual, ou dizer que algo é muitíssimo bom (acho que dá na mesma), ela, se for jovem, vai gritar: "Ôu, é sem noção". Entendeu, leitora? É sem noção! Você não tem, leitora, idéia do tanto de bom que é. Só não esqueça, por favor, o "Ôu" no começo, porque sem ele não dá para dar noção do tanto que algo é sem noção, entendeu?

Ouço a leitora chiar: "- Capaz..." Vocês já ouviram esse "capaz"? É lindo. Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer "tá fácil que eu faça isso", com algumas toneladas de ironia. Gente, ando um péssimo tradutor. Se você propõe a sua namorada um sexo a três (com as amigas dela), provavelmente ouvirá um "capaz..." como resposta. Se, em vingança contra a recusa, você ameaçar casar com a Gisele Bundchen, ela dirá: "ô dó dôcê". Entendeu agora?

Não? Deixa para lá. É parecido com o "nem...". Já ouviu o "nem..."? Completo ele fica: "- Ah, neeeeem..."

O que significa? Significa, amigo leitor, que a mineira que o pronunciou não fará o que você propôs de jeito nenhum. Mas de jeito nenhum. Você diz: "Meu amor, cê anima de comer um tropeiro no Mineirão?". Resposta: "neeeem..." Ainda não entendeu? Uai, nem é nem. Leitor, você é meio burrinho ou é impressão?

A propósito, um mineiro não pergunta: "você não vai?". A pergunta, mineiramente falando, seria: "cê não anima de ir"? Tão simples. O resto do Brasil complica tudo. "É, ué, cês dão umas volta pra falar os trem..."

Ei, leitor, pára de babar. Que coisa feia. Olha o teclado todo molhado. Vai dar curto circuito! Chega, não conto mais nada. Está bem, está bem, mas se comporte.

Falando em "ei...". As mineiras falam assim, usando, curiosamente, o "ei" no lugar do "oi". Você liga, e elas atendem lindamente: "eiiii!!!", com muitos pontos de exclamação, a depender da saudade...

Tem tantos outros... O plural, então, é um problema. Um lindo problema, mas um problema. Sou, não nego, suspeito. Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras.

Aliás, deslizes nada. Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão. Se você, em conversa, falar: - Ah, fui lá comprar umas coisas... "- Que' s coisa?" - ela retrucará.

Acreditam? O plural dá um pulo. Sai das coisas e vai para o que.

Ouvi de uma menina culta um "pelas metade", no lugar de "pela metade". E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa, confidenciará: - Ele pôs a culpa "ni mim".

A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Minas... Ontem, uma senhora docemente me consolou: "preocupa não, bobo!". E meus ouvidos, já acostumados às ingênuas conjugações mineiras, nem se espantam. Talvez se espantassem se ouvissem um: "não se preocupe", ou algo assim. A fórmula mineira é sintética e diz tudo.

Até o tchau. em Minas. é personalizado. Ninguém diz tchau pura e simplesmente. Aqui se diz: "tchau pro cê", "tchau pro cês". É útil deixar claro o destinatário do tchau. O tchau, meu filho, é prôcê, não é pra outro, 'tendeu?

(Recebi este texto, escrito por um paulista, por e-mail, e adaptei "um tiquim" pra por aqui no blog.)

Praça do Papa
Belzonte, uai!

Beijos procês!

Ana.

08 agosto 2006

Jeitinho Irritante

Não adianta. Quando estou naqueles dias, um fio de cabelo na minha sopa pode virar a bomba H. Uma frase do Mainardi que você lê na Veja de manhã pode virar uma entrevista interminável com Dunga (?), que por sua vez transforma-se num bate boca sem pé nem cabeça com seu irmão, ou seu pai, ou os dois juntos, ou... Ah! Com quem estiver na frente.

Portanto, se não quiser provocar este tipo de coisa, respeite o direito único e incontestável de uma mulher de pelo menos lavar o rosto de manhã, sem ter que ouvir o “Foda-se, já estou debaixo do chuveiro, agora se vira.”.

Aaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! Meus sais!!!

Sabe o que é mais engraçado? É que é sempre neste tipo de dia que ocorrem as coisas mais inusitadas: um engarrafamento na subida – em rua com inclinação de 50º – uma motoca que faz a curva da esquina sem nem verificar se vem carro ou não, perguntas impertinentes vindas de quem você menos esperava escutá-las...

Mas o mais irritante ainda, nestes, ou em quaisquer outros dias, é perceber o quão são egoístas as pessoas, o quanto o brasileiro fica querendo se dar bem passando em cima de outros, até mesmo de leis, e etc. Outro dia mesmo no trabalho me apareceu um administrador municipal querendo, a todo custo, me convencer de que ele poderia contratar determinada empresa sem realizar licitação. Para quem não conhece direito público, vou explicar: LICITAÇÃO É REGRA, E NÃO EXCEÇÃO. Portanto, se você trabalha na administração pública, saiba que serão pouquíssimas as vezes em que poderá contratar algo, ou alguém, sem realizar a tal da licitação pública. Simplesmente, conforme-se. É a única coisa que tenho a dizer. Não há jeitinho que se arranje.

No caso desse sujeito mesmo, não tinha jeito. Até o Tribunal de Contas já tinha expedido diversas notas proibindo a contratação direta em casos como o dele. E o mesmo cismou de me falar que esta só poderia ser uma regra minha...

Jeitinho brasileiro... Não dá. Pra mim, é o fim da picada.

Ô jeitinho irritante!!!

08 Agosto 2006
Charge de Oldack Esteves - Publicada no Estado de Minas, 08/08/2006.

Ana.

06 agosto 2006

SOLIDARIEDADE E DOAÇÃO


Como todo ano, no mês de agosto ocorre o evento “Criança Esperança”, patrocinado pela Rede Globo, que reúne artistas, pessoas famosas, gente comum e simples em prol de uma causa nobre: ajudar a construir um mundo melhor para crianças carentes.
Este ano o evento comemora 10 anos de existência e tende a expandir mais pelo Brasil. Hoje, apenas 04 Estados têm o projeto concretizado (Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e São Paulo), e nós, mineiros, temos o privilégio de receber a ajuda no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, com vários projetos de educação, cultura e lazer sendo realizados. Claro que por trás destes projetos há patrocínio de prefeituras, empresas nacionais e multinacionais, emissoras de televisão, etc e da própria Unesco. Mas sem a ajuda individual de cada pessoa, muitos projetos ficariam só no papel.

“Quem dá aos pobres, empresta a Deus”, mas não é só por isso que temos que ajudar ao próximo, a solidariedade também é uma dádiva que faz bem ao coração. A doação pode ser muita ou pouca, mas é sempre de grande valia.
Não precisamos só ajudar com dinheiro, porque às vezes também estamos sem um trocado no bolso. Mas tem muita ajuda que não custa nada, uma roupa que não se usa mais, sapato que já saiu de moda, uma palavra de carinho, um gesto de ajuda, um sorriso de fraternidade... tudo é bom!
E vale a pena ajudar, é gratificante!

Há também uma campanha legal promovida pela emissora SBT, que é o “TeleTon”, com o objetivo de ajudar crianças com deficiência física e mental. Normalmente o “TeleTon” ocorre no mês de outubro, mas a forma de ajudar é a mesma promovida pelo “Criança Esperança” (não escquecendo que a ajuda pode ser feita durante todo o ano, não apenas nos meses de agosto e outubro).
Mas fora estes eventos há muitas outras formas de doação. Fico sensibilizada com os doadores de sangue, de medula, de rins, de córneas, de coração, da própria vida pelos outros.
Meu recado está dado, formas de ajudar não faltam, quem quiser não precisa nem sair de casa para fazer sua parte.

Então, doe-se!
Não custa nada para você e ajuda muito o outro!

Beijos

Lú